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Países ganham com decisão do Supremo que derruba tarifas de Trump

Supremo dos EUA declara inconstitucionais os aranceles indiscriminados de Trump; tarifa global de dez por cento entra em vigor temporariamente por até cento e cinquenta dias

Donald Trump, el pasado 2 de abril, cuando anunció sus aranceles "recíprocos" a decenas de socios comerciales en un acto en la Casa Blanca.
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O Supremo de Washington declarou inconstitucionais as taxas de importação indiscriminadas impostas por Donald Trump, encerrando parte da agenda de políticas comerciais do governo. A decisão não derrubou todas as tarifas, mas impediu a aplicação geral que o presidente anunciara como medidas “recíprocas”.

Trump reagiu, anunciando um arancel global de 10% sobre importações, criado fora da norma de emergência previamente usada. A medida tinha duração prevista de 150 dias, sujeita à aprovação do Congresso para se tornar estável. O entendimento abre espaço para novas ações futuras, conforme o tribunal abriu caminho para revisões legais.

A decisão afeta diversos parceiros comerciais. China aparece entre os maiores beneficiados com a redução de tarifas; México e Canadá comemoram, ainda que as tarifas setoriais de aço, alumínio, cobre e veículos permaneçam em vigor. A União Europeia também vê queda para 10%.

Países mais beneficiados

Entre os países, China registra ganhos relevantes na balança comercial com a redução da tarifa de 34% para o material exportado aos EUA. México e Canadá passaram de 25% e 35% respectivamente para condições mais favoráveis, mantendo acordos regionais como o TMEC.

Outros impactos e limites

A decisão não altera as tarifas sobre aço, alumínio e automóveis, itens com peso estratégico para o Norte da América. O Tesouro dos EUA informou que cerca de 150 bilhões de dólares já recolhidos podem ficar sujeitos a revisões, dependendo de futuras ações legislativas.

A União Europeia reduz de 15% para 10% as tarifas, com outros mercados recebendo quedas de 25% a 20% conforme o país. Países como Índia, Taiwan, Vietnã, Tailândia, Japão e Coreia do Sul aparecem entre os que enfrentam reduções expressivas.

Cenário internacional

Londres, Canberra, Buenos Aires, Quito e Bogotá mantêm tarifas fixas mencionadas, com mudanças pendentes conforme desdobramentos diplomáticos. A decisão traz clareza sobre o alcance de futuras medidas de balanço de pagamentos e as possibilidades de novas ações judiciais.

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