Edson Fachin, presidente do STF, arquivou neste sábado a ação que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master. A decisão encerra a peça de arguição de suspeição apresentada pela PF, com base em diálogos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo era apurar eventual conflito de interesses na condução do processo.
A PF entregou a Fachin, em 10 de fevereiro, um relatório de cerca de 200 páginas com mensagens entre Vorcaro e menções a Toffoli. O documento foi anexado ao processo de forma sigilosa, segundo apuração inicial, e já constava encaminhamento direto ao presidente da Corte.
Ato de arquivamento e deliberação interna
No dia 12 de fevereiro, ministros do STF, em reuniões reservadas, decidiram anular o pedido de suspeição formal e buscar uma solução que preservasse a imagem do ministro Toffoli. A decisão foi tomada sem que Toffoli fosse declarado suspeito, mantendo-o apto a participar de julgamentos futuros.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master em meio à pressão pública e desgaste institucional. O novo relator designado para parte do processo é o ministro André Mendonça, que compõe a 2ª Turma do STF junto a Toffoli. Ainda tramitam no STF outras solicitações de suspeição apreciadas pela PGR.
Desdobramentos e possibilidade de impedimentos
Paralelamente, seguem no Senado pedidos de impeachment contra Toffoli que ainda não foram apreciados. A PGR continua analisando outras solicitações de suspeição envolvendo o ministro no mesmo caso, com possibilidade de arquivamento futuro. Não houve confirmação de novas decisões até o momento.
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