O governo francês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, após críticas dos EUA sobre a morte de Quentin Deranque, jovem ultradireitista que morreu em Lyon após uma agressão. A высокa tensão diplomática envolve acusações de instrumentalização do caso com fins políticos.
Barrot afirmou que Paris não aceita “lições da internacional reaccionaria” e criticou a declaração da embaixada dos EUA, que associou o homicídio a militantes de esquerda. O chanceler francês ressaltou que o drama afeta uma família francesa e não deve servir a propósitos políticos.
A morte de Deranque ocorreu no fim de semana, em Lyon, durante uma agressão cometida por militantes de esquerda. Em manifestação de homenagem, houve saudações nazistas e insultos racistas entre participantes. O episódio amplia o debate sobre violência política no país.
Contexto diplomático
A embaixada americana comunicou, via X, que a information corroborada pelo Ministério do Interior francês aponta para autoria de militantes de esquerda. Observadores destacam que o tema chega em um momento de crescimento de correntes ultradireitas na Europa.
O ministro italiano das Relações Exteriores comentou o caso, chamando a morte de “ferida para toda a Europa”, o que levou Macron a pedir a Meloni que não comente episódios em outros países. O incidente também reacende críticas sobre ingerência externa em assuntos internos franceses.
Cenário político interno
No âmbito interno, a polícia investiga ligações entre grupos de extrema esquerda e a morte de Deranque, com desdobramentos políticos para eleições municipais em França. O movimento La France Insouisa (LFI) nega qualquer responsabilidade no episódio, reiterando posição de não participação na violência.
Manifestação em Lyon reuniu milhares de pessoas, com participação de simpatizantes de ambos os espectros ideológicos. As autoridades destacaram que, apesar de tensões, a marcha transcorreu sem grandes incidentes, mantendo o foco no relato da violência.
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