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Cenário tecnopolítico para 2026: tendências e impactos

Cenário tecnopolítico de 2026 mistura desinformação, regulação ambígua e vácuo regulatório, elevando riscos eleitorais e de soberania digital no Brasil

Mark Zuckerberg, CEO da Meta. Foto: Reprodução/Facebook
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O ano de 2026 surge como um marco tecnopolítico no Brasil, com desinformação, IA e regulação ainda em debate. A coluna analisa como plataformas digitais reconfiguram a vida pública, afetando eleições, políticas públicas e a relação da sociedade com a tecnologia.

Especialistas apontam que a internet platformatizada aumenta a desorganização offline, elevando a entropia informacional. A vigilância de dados e a economia da atenção moldam decisões e percepções, potencializando cenários de polarização.

A pandemia acelerou esse movimento, ampliando problemas relacionados a tecnologia e sociedade. O texto destaca cinco domínios que prometem um 2026 agitado, com impactos para o Brasil e o cenário global.

Desinformação e negacionismo eleitoral

A desinformação eleitoral, já crônica, volta a ocupar espaço central. Eleições de outubro no Brasil devem conviver com riscos de desinformação e campanhas contenciosas, tanto no país quanto em consultas internacionais, como as eleições nos EUA.

A Justiça Eleitoral pode enfrentar limitações regulatórias enquanto o Legislativo não avança na responsabilização de plataformas. A influência de conteúdos falsos e de disputas legais acompanha o ano eleitoral.

A banalização de inteligências artificiais generativas eleva a probabilidade de decisões sem base em fatos. Fatos afetivos, como diz o pensamento contemporâneo, passam a influenciar percepções e escolhas dos eleitores.

Proteção de crianças e adolescentes

O vácuo regulatório no Brasil prevalece, apesar do ECA Digital, Lei 15.211/2025, e da proibição de celulares em escolas. Ainda assim, riscos online para jovens seguem crescendo globalmente, com restrições de idade em diversas jurisdições.

Casos legais envolvendo grandes plataformas, como ações contra Meta nos EUA, destacam a responsabilidade de design das redes. Questões como uso saudável de redes, dependência tecnológica e exposição a conteúdos sensíveis ganham atenção.

Temas adicionais incluem apostas digitais, violência contra animais, abuso sexual infantil, pornografia e saúde mental. A proteção de menores permanece ponto central em discussões regulatórias.

Radicalização para além da política

Radicalização online deixou de se limitar a ideologias tradicionais. Novas vertentes envolvem misoginia, niilismo violento e auto-radicalização com apoio de chatbots e câmaras de eco algorítmicas.

Os alvos se diversificam, atingindo mulheres, crianças, idosos e minorias. No Brasil, tendências já aparecem no ambiente digital, ampliando a necessidade de monitoramento e estratégias de mitigação.

A bolha da IA

Analistas destacam uma bolha histórica na tecnologia e finanças ligada à IA. O estouro pode ocorrer de forma gradual ou abrupta, com impactos políticos, geopolíticos e econômicos variados.

O acompanhamento acompanha a relação entre indústria, governo e público, além de debates sobre datacenters, finanças de tecnologia e estratégias de saída de democracias. O cenário é complexo e incerto.

Soberania digital

Regulamentar plataformas digitais continua importante, mas a configuração atual pode já ter sido superada por eventos. A soberania digital ganha força com iniciativas de tecnologias abertas e democráticas.

Parcerias entre governo, sociedade e setor privado ganham relevância para reduzir dependência de grandes techs. Países europeus também avançam em estratégias de soberania digital, influenciando debates nacionais.

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