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PL e União tentam barrar votação do fim da escala 6×1 por receio de derrota

PL e União Brasil tentam impedir que a proposta vá a plenário, diante risco de vitória eleitoreira, com empresários apoiando cautela em jantar em São Paulo

Presidentes das legendas veem proposta como eleitoreira e que pode afetar eleição de quem votar contra. (Foto: reprodução/Youtube PL)
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O PL e o União Brasil querem impedir a votação da PEC que encerra a escala 6×1 no plenário do Congresso antes das eleições. Segundo relatos, Valdemar Costa Neto e Antônio Rueda planejam articular com as bancadas para barrar a tramitação, temendo que a proposta seja aprovada como manobra eleitoral por parlamentares em campanha.

Os dois dirigentes participaram de um jantar com empresários promovido pela Esfera Brasil, em São Paulo, na noite de 23 de abril. Representantes de grandes empresas, entre eles do varejo, Google, iFood e JHSF, acompanharam o encontro, aumentando a preocupação do setor com efeitos da medida.

Rueda afirmou ter oposição pessoal à medida, argumentando que a mudança poderia onerar o setor produtivo e estimular inflação. Ele mencionou a possibilidade de tentar frear a matéria na Comissão de Constituição e Justiça para evitar o avanço ao plenário.

Valdemar Costa Neto reforçou a leitura desfavorável para quem votar contra o projeto no plenário e defendeu uma articulação política para impedir a votação. Ele também admitiu que o cenário fica difícil para quem não apoiar a proposta.

Do lado governista, o governo do presidente Lula trata a PEC como prioridade de seu último ano de mandato e busca acelerar a tramitação até chegar ao plenário. O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou celeridade e indicará o relator da matéria ainda no início da semana.

A proposta reúne textos apresentados pelos deputados Erika Hilton e Reginaldo Lopes, que defendem alterações constitucionais para reduzir a jornada de trabalho de seis para cinco dias semanais, com dois dias de descanso. Motta mencionou a expectativa de votação em maio, destacando a necessidade de ouvir a sociedade e o setor produtivo.

A agenda legislativa em torno da 6×1 mantém o tema no centro do debate político. As centrais sindicais já mobilizam cobranças para que a votação seja adiada ou repensada. A discussão é considerada estratégica para o calendário do primeiro semestre.

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