A decisão de suspender as concessões de hidrovias estratégicas no Brasil foi anunciada pelo governo após mais de 30 dias de mobilização de povos indígenas no Pará. O protesto incluiu bloqueios e a invasão de um terminal portuário em Santarém. Alegações foram de venda dos rios ao agronegócio, ainda que o setor negue. O governo sustenta que a medida visa avaliação técnica.
As hidrovias afetadas são dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins, que compõem o Arco Norte. Esse conjunto facilita o escoamento de grãos do Centro-Oeste para os portos do Norte. Sem modernização, o transporte depende de rodovias, mais caros e poluentes.
Impacto econômico e logístico
A suspensão cria gargalo na logística. Com produção agrícola em alta, a estimativa era de que a Hidrovia do Tapajós movimentasse 66 milhões de toneladas em 2035, com melhorias. Sem investimento privado, a capacidade fica limitada, elevando custos e reduzindo a competitividade.
Críticas de parlamentares e especialistas
Representantes do agronegócio e parlamentares veem a decisão como retrocesso institucional e sinal de instabilidade regulatória. Alegam que o governo agiu sob pressão política e invasões, sem base técnica, prejudicando a atração de investidores.
O que ocorre com a manutenção atual
A responsabilidade pela dragagem e pela sinalização permanece com o DNIT, órgão estatal. Todavia, o serviço depende de licitações anuais e de verbas sujeitas a cortes, gerando incertezas sobre a navegabilidade ao longo do ano, especialmente na seca.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela Gazeta do Povo. Para mais detalhes, leia a reportagem completa.
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