A comissão do Supremo Tribunal Federal do Brasil votou na quarta-feira pela condenação de um ex-deputado federal e de quatro demais envolvidos no assassinato da vereadora e ativista dos direitos humanos Marielle Franco, ocorrido há cerca de oito anos no Rio de Janeiro, ao lado de seu motorista, Anderson Gomes.
Todos os integrantes da turma do STF entenderam que o ex-deputado Chiquinho Brazao, junto com seu irmão Domingos Brazao — vereador no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro —, ordenaram o homicídio para impedir a atuação de Marielle e de seu partido, segundo a apuração. A decisão representa o desfecho de um processo de grande repercussão nacional.
O veredito foi proferido em sessão realizada em Brasília, com base em provas apresentadas durante o julgamento, que teve início nesta semana após longa tramitação. As investigações apontaram motivações ligadas a interesses de ordem imobiliária que teriam motivado o crime em 2018.
Julgamento e próximos passos
A condenação, ainda não recebida em definitivo, abre caminho para recursos e para desdobramentos jurídicos envolvendo os demais réus. O caso segue atraindo atenção nacional e internacional devido à violenta violência contra uma líder política negra, LGBTQI+ e defensora de direitos humanos.
A família de Marielle Franco e organizações de direitos humanos aguardam desfechos que contribuam para a responsabilização de todos os envolvidos. As autoridades ressaltam que o julgamento reforça a demanda por justiça e pela investigação de redes que se apegam a interesses illegais.
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