Brasil, Uruguai e Argentina aceleraram nesta semana a tramitação do acordo UE-Mercosul. A Câmara dos Deputados aprovou o texto na noite de quarta (25), seguindo para o Senado. O Uruguai já aprovou no Senado, e a Argentina decidiu adiantar para quinta (26) a votação no Senado.
No Brasil, o relator Marcos Pereira articulou a votação com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente da Câmara, Hugo Motta. O governo prepara decreto com medidas de proteção ao agronegócio antes da apreciação dos senadores.
Uruguaios aprovaram o acordo com apoio amplo no Senado, após 25 anos de negociações. A matéria seguirá para a Câmara, onde a votação final está prevista para hoje.
Situação no processo e prazos
A Argentina já havia avançado ao aprovar o texto na Câmara em 12 de fevereiro e pretende aprovar no Senado nesta quinta-feira. O governo de Javier Milei busca ser o primeiro a acessar as cotas de exportação agropecuários previstas no acordo.
Perspectivas na União Europeia
Na UE, o Parlamento enviou o tratado para análise do Tribunal de Justiça, o que pode levar até dois anos. Enquanto isso, a Comissão Europeia pode aplicar parte do capítulo comercial de forma provisória.
A tramitação europeia enfrenta resistência de França, Polônia, Irlanda e Áustria, puxada por agricultores temerosos da concorrência de produtos sul-americanos. Alemanha, Espanha e Portugal são mais receptivos ao acordo.
O texto prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para indústria e agricultura, investimentos e padrões regulatórios, formando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de pessoas.
Entre na conversa da comunidade