Durante a abertura da sessão desta quinta-feira (26), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, defendeu a continuidade do Inquérito 4781, conhecido como Inquérito das Fake News. A manifestação ocorreu em meio à pressão pela conclusão do processo.
Mendes ressaltou a importância histórica do inquérito, afirmando que o tema ganhou relevância com o início do governo anterior. Ele mencionou a escolha de designar Alexandre de Moraes para as funções, destacando o papel do então presidente Dias Toffoli na decisão.
A OAB encaminhou, na segunda-feira (23), um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento do inquérito, que está em curso há quase sete anos. O objetivo inicial era combater notícias falsas associadas ao chamado gabinete do ódio, ligado ao vereador Carlos Bolsonaro, analisando-se ainda outros desdobramentos.
Ao longo dos anos, o inquérito ampliou o foco para investigações sobre supostos vazamentos de informações fiscais envolvendo ministros do STF e familiares, além de apurações por servidores da Receita Federal, entre outros desdobramentos.
No momento, cabe a Fachin decidir o encaminhamento do pedido apresentado pela OAB. A Presidência do STF não se manifestou sobre o assunto até o fechamento deste texto.
Encaminhamento e contexto
O Supremo analisa o pleito da Ordem, que busca encerrar o inquérito. A decisão de Fachin poderá definir o destino do procedimento, sem prazo oficial para conclusão. Enquanto isso, o tema permanece em pauta no tribunal.
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