O governo dos Estados Unidos é acusado de ocultar parte de papéis do caso Jeffrey Epstein que mencionam o presidente Donald Trump. Democratas afirmam que há lacunas em arquivos do FBI sobre uma alegação de agressão sexual envolvendo Trump, em 2019. A controvérsia ganhou força após reportagens de NPR, NYT e MS NOW.
Segundo as investigações, o FBI realizou quatro entrevistas com a denunciante e gerou resumos e notas associadas. No entanto, apenas um resumo permanece disponível no site do Departamento de Justiça, com os demais não acessíveis pela base pública de dados.
O episódio envolve uma denúncia registrada em 2019, após a prisão de Epstein por tráfico sexual. Documentos indicam que a mulher alegou conhecer Trump por meio de Epstein e que o suposto ataque ocorreu entre 1980 e 1985, quando ela tinha entre 13 e 15 anos.
O comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, controlado pelos democratas, afirma que o DOJ pode ter ocultado legalmente entrevistas do FBI com a sobrevivente. Parlamentares prometem abrir uma investigação paralela para obter os arquivos faltantes.
Em resposta, o Departamento de Justiça informou que avalia os registros do caso Epstein para verificar tratamento adequado de informações. A instituição negou irregularidades e disse que, se houver documentação rotulada de forma indevida e dentro da lei, ela será tornada pública.
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