Hillary Clinton prestou depoimento a portas fechadas ante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, em Nova York, sobre sua relação com Jeffrey Epstein. O objetivo é esclarecer informações relacionadas ao caso.
O interrogatório começou nesta manhã, no local onde a ex-secretária de Estado e o casal Clinton possuem residência, em Chappaqua, Novo York. A sessão é realizada poucos dias antes do depoimento previsto do ex-presidente Bill Clinton.
Clinton afirmou não ter informações sobre atividades criminosas de Epstein, em declaração lida aos deputados e publicada em sua conta na rede social X. O comitê alega que possui dados sobre Epstein e Ghislaine Maxwell, sua cúmplice.
Contexto do inquérito
A oitiva ocorre após meses de tensão entre o casal e o comitê, que é controlado por republicanos. Será a primeira vez que um ex-presidente compare ao Congresso, em uma sessão a portas fechadas.
Hillary descreveu preocupações com a condução do caso por parte do comitê, afirmando que não houve transparência suficiente e questionando decisões de 2008 relacionadas a Epstein. A mensagem sustenta que há interesse público no desdobramento das investigações.
Bill Clinton deverá depor nesta sexta-feira no mesmo local. Embora existam fotografias do ex-presidente com Epstein, não há provas de crimes atribuídos a ele. A morte de Epstein ocorreu em 2019, sob circunstâncias consideradas suicídio pela autoridade competente.
A sessão de hoje ocorre sem participação de imprensa, conforme definida pelo comitê. O objetivo declarado é esclarecer eventuais ligações entre Epstein, Maxwell e figuras públicas, visando apurar responsabilidades e impactos das investigações.
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