A ex-juíza aposentada do Trabalho Claudia Márcia de Carvalho Soares ganhou destaque no Tribunal Federal ao criticar, de forma pública, que magistrados de primeiro grau paguem pelo próprio café e pelo próprio carro. A fala foi proferida na tribuna do STF e gerou reação entre os presentes.
A mensagem circulating nas redes envolve a defesa da cobrança de verbas extras pela categoria e a crítica ao teto do funcionalismo, que atualmente fica em torno de R$ 47 mil brutos. A magistrada sustentava que os magistrados enfrentam limitações maiores do que as reconhecidas pela imprensa.
Questionado sobre a fala, um integrante do STF reagiu ironicamente, destacando que a declaração pode ficar marcada na história. A reação interna refletiu o tom valorizado pela corte ao discutir remuneração de carreiras no Judiciário.
A repercussão chamou atenção nas redes sociais, com leitura que indica um descolamento entre a percepção da elite do Judiciário e a realidade econômica da maioria da população, que não atinge cinco salários mínimos mensais.
A reportagem do UOL mostrou que, em dezembro, a magistrada aposentada recebeu cerca de R$ 114 mil, devido a penduricalhos remuneratórios acumulados. A confirmação ocorreu sem detalhes sobre eventuais ajustes para 2025.
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