O ex-primeiro-ministro tunisiano Ali Larayedh foi condenado a 24 anos de prisão por facilitar a viagem de jihadistas tunisianos à Síria nos últimos dez anos. A sentença foi anunciada pela imprensa estatal na sexta-feira, em Tunis.
O processo envolveu também sete réus, incluindo ex-funcionários do Ministério do Interior. A corte considerou responsabilidades de Larayedh na época em que ocupou o cargo de primeiro-ministro, entre 2013 e 2014, em um período de instabilidade política após a Revolução de 2011.
Larayedh está detido desde 2022. A defesa afirma que o caso é usado para pressionar a oposição e vinculou a ação a um acirramento político promovido pelo presidente Kais Saied, que em 2021 dissolveu o parlamento e governou por decreto.
A investigação vem no contexto de denúncias de que o governo anterior facilitava viagens para regiões de conflito. O partido de Larayedh, Ennahda, que representa a oposição islamista, nega qualquer envolvimento direto e descreve o processo como motivado politicamente.
Segundo a agência TAP, o juiz informou que as sentenças variaram de três até 24 anos de prisão. Larayedh ainda pode recorrer da condenação e da pena, conforme previsto no sistema jurídico tunisiano.
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