O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou em Brasília para um evento de movimentos sociais ligados à moradia, destacando que a eleição é tema central e dizendo não dever esse compromisso a banqueiros da Faria Lima. O tom foi de reconhecimento da dívida com o povo e de lembrança de aliados durante as dificuldades.
Durante o discurso, Lula afirmou que sabe quem esteve ao seu lado nas adversidades e reforçou que não deve favores a grandes empresários ou latifundiários. Ele ressaltou que a sua relação é com as bases sociais que o apoiaram ao longo da trajetória política e pediu aos presentes vigilância para a defesa de conquistas dos movimentos.
O presidente destacou que os movimentos sociais têm porta aberta com ele e pediu que não permitam a chegada de propostas que possam comprometer o que foi construído. Em tom indireto, mencionou a necessidade de escolher bem candidatos a deputado e senador, ao criticar o peso da bancada do agronegócio.
No momento, Lula também incentivou cautela com o uso de celulares na eleição e com imagens geradas por inteligência artificial. Ele pediu denúncia de montagens difamatórias contra a esquerda e reforçou a orientação para atuar com responsabilidade nas redes.
Críticas a Zema foram incorporadas ao discurso ao abordar a gestão de Minas Gerais. Lula questionou o ministro das Cidades sobre a verba destinada à prevenção de cheias, citando um montante de 3,5 bilhões de reais. O ministro afirmou que os projetos não haviam sido enviados.
O presidente informou que estará em Ubá e Juiz de Fora para avaliar os impactos das chuvas, destacando o saldo de 68 vítimas até o momento. Zema é pré-candidato do Novo à Presidência e tem sido cotado para compor chapa com o ex-prefeito de moeda Jair Bolsonaro.
O evento ocorreu em meio a um clima de campanha, com canções de apoio ao presidente já antes de sua chegada. Discurso e intervenções de autoridades foram alinhados a esse tom, com o ministro Jader Filho chamando lideranças a compartilhar informações favoráveis ao governo.
Ao final, Lula desceu do palanque para tirar fotos com militantes, muitos vestidos de vermelho, mantendo a presença constante das organizações que o acompanham desde a época de acampamentos e lutas por moradia.
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