A decisão envolve o STF, o ministro Dias Toffoli e o ministro Gilmar Mendes. Mendes suspendeu a quebra de sigilos da empresa ligada a Toffoli em uma ação ligada à CPI do crime organizado. A medida é interpretada como uma proteção institucional à toga.
Segundo relatos, a petição para suspender o andamento foi encaminhada a Gilmar Mendes para evitar sorteio de um novo relator. A manobra teria buscado adiantar a extensão de uma decisão de 2021 que derrubou quebras de sigilo na CPI da Covid.
André Mendonça também teve atuação destacada, autorizando que dois irmãos sócios de Toffoli deixassem de depor na CPI do crime organizado. Em outra frente, o plenário do STF teria decidido, em reunião secreta, afastar Toffoli da relatoria do caso Master.
Desdobramentos
A PF teria produzido um relatório apontando conflito de interesses entre a atuação da toga e os negócios dos irmãos com uma organização criminosa, segundo relatos. Fachin foi citado como tendo arquivado o material de forma controversa.
A companhia de Toffoli permanece no centro de acusações sobre blindagem institucional. Críticos dizem que a ordem judicial favorece a imagem de invulnerabilidade da alta corte, enquanto a defesa sustenta legalidade dos atos.
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