Marília Arraes anunciou neste fim de semana que se filiará ao PDT ainda este mês, abrindo caminho para a disputa do Senado por Pernambuco. A decisão foi comunicada à direção nacional do Solidariedade, partido pelo qual concorreu recentemente. A filiação deve ser oficializada nas próximas semanas, segundo o dirigente pedetista Carlos Lupi.
A ex-deputada federal afirma estar firme na candidatura ao Senado e aponta que a votação pode superar 40% de intenção de voto, conforme a leitura de uma pesquisa recente. A mensagem foi veiculada em vídeo divulgado nas redes sociais da própria Marília.
Antes da mudança, Arraes já tinha dado sinais de apoio, declarando respaldo ao prefeito do Recife, João Campos, na chapa ao governo de Pernambuco. Campos é primo da candidata e ainda não confirmou sua pré-candidatura, com expectativa de enfrentar Raquel Lyra no pleito de outubro.
Contexto da mudança
A troca de sigla ocorre em meio ao processo de construção da chapa de senadores, com outro foco em nomes da coligação liderada pelo presidente Lula. No centro das discussões está a potencial composição entre o PDT, PT e siglas aliadas para pleitear as duas vagas.
Além de Arraes, o panorama envolve o cumprimento de alianças locais e a definição de concorrentes ao Senado, entre eles Humberto Costa (PT), Silvio Costa Filho (Republicanos/PSB como referência) e Miguel Coelho (União). A disputa acrescenta complexidade ao cenário estadual para outubro.
Marília já liderou pesquisas para o Senado em 2022, quando acabou concorrendo ao governo de Pernambuco após deixar o PT e filiar-se ao Solidariedade. Na ocasião, Lyra foi vencedora no segundo turno, consolidando o histórico de enfrentamentos políticos no estado.
Entre na conversa da comunidade