O ex-assessor Filipe Martins voltou à Casa de Custódia de Ponta Grossa, no Paraná, na tarde desta terça-feira. A Polícia Penal informou a transferência em ofício ao ministro do STF Alexandre de Moraes, em cumprimento à determinação dele de questionar a transferência para o Complexo Médico Penal do Paraná sem autorização.
O retorno ocorreu sob escolta policial e durou pouco mais de duas horas. O ofício da Polícia Penal reiterou que cumpre a ordem de Moraes, sem detalhar se houve melhoria nas condições da cadeia de Ponta Grossa.
Advertência de Moraes e explicações oficiais
A transferência não autorizada foi alvo de observação pelo ministro, que pediu explicações. A Polícia Penal alegou urgência operacional para preservar a segurança de Martins, citando o histórico do custodiado em função pública como fator de risco no convívio com demais presos.
A transferência ocorreu em 6 de janeiro. Na ocasião, um exame médico indicou pré-diabetes, acúmulo de gordura no fígado e pedras nos rins. Mesmo classificado como de baixo risco, Martins ficou sob observação da equipe.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, acusado de participar da elaboração da chamada minuta do golpe, parte de um suposto plano de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o processo, houve também divulgação de que o controle de fronteiras dos Estados Unidos negou viagem ao país, utilizado para embasar a prisão preventiva.
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