O presidente Lula da Silva e o líder espanhol Pedro Sánchez discutiram nesta quarta-feira a crise no Oriente Médio, após os ataques entre Israel, EUA e Irã, segundo o Planalto.
O relato aponta por que a Espanha tem resistido a autorizar o uso de bases espanholas para operações envolvendo a coalizão liderada pelos Estados Unidos, mantendo sua posição de não cooperação militar no território.
Houve mensagens contraditórias: a porta-voz da Casa Branca afirmou que houve acordo, mas o Ministério das Relações Exteriores espanhol negou categoricamente o entendimento.
Lula aceitou o convite para uma visita bilateral à Espanha no dia 17 de abril, segundo confirmação da Presidência.
Contexto internacional
O governo americano, sob Donald Trump, pressiona Sánchez a colaborar com a investida militar no Oriente Médio, chegando a ameaçar cortes comerciais com a Espanha caso não haja alinhamento.
O Planalto destacou que os dois dirigentes reiteraram o compromisso com o multilateralismo como caminho para a paz e o desenvolvimento sustentável na região.
Próximo passo
A conversa sinaliza nível alto de cooperação entre Brasil e Espanha, ainda sem definição de datas ou cronogramas adicionais de encontro entre os dois países.
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