Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro, sinalizou que deixará o governo em abril para concorrer em São Paulo. Pela Constituição, o prazo de descompatibilização é de seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro. Como vice, ele não precisaria renunciar apenas por concorrer.
Hoje, o ministro indicou que seguirá no cargo caso mantenha a vice-presidência. Caso deseje concorrer, não poderá assumir a Presidência nos seis meses anteriores ao pleito. Segundo o advogado eleitoral Alberto Rollo, manterá a inelegibilidade se assumir o cargo nesse período.
O presidente Lula ainda não definiu oficialmente o que fará. O Planalto comenta que Alckmin só deixará o cargo se quiser, mas há pressão por uma eventual entrada dele na disputa de São Paulo, estado que já governou quatro vezes. Petistas ainda avaliam outros cenários para o governo estadual.
Cenários de alianças e candidaturas
Apesar dos elogios públicos a Alckmin, há diferentes motivos para o lançamento dele. O perfil de centro e conservador pode favorecer a eleição, além de abrir espaço para negociações com siglas de centro em uma eventual composição de chapa.
A possibilidade de ele concorrer ao Senado é tratada como improvável por alguns interlocutores. Internamente, Lula tem sinalizado outras prioridades, como a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Também há cotação de Simone Tebet e Marina Silva para o Legislativo.
Situação atual e próximos passos
O governo permanece com a expectativa de manter Alckmin no Planalto, embora sem decisão final. A definição sobre a chapa envolvendo São Paulo deve ficar mais clara apenas com o andamento das negociações e da formalização junto à Justiça Eleitoral, prevista para o segundo semestre.
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