Avaliando sua posição no bloco de governo, o Partido Democrático da Ação (DAP) sinalizou que reconsidera o papel na coalizão diante das tensões geradas pelo escândalo de corrupção vinculado à MACC, a agência anticorrupção. A dúvida surge em meio a críticas à resposta do governo a novas acusações de má conduta no órgão.
A coalizão liderada pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim enfrenta pressão de aliados reformistas por respostas mais firmes e rápidas. O DAP, maior partido da aliança, afirma que irá avaliar a sua posição antes das próximas eleições, sem abrir mão do apoio ao governo neste mandato.
As investigações sobre conduta no MACC ganharam impulso após reportagens recentes, aumentando o escrutínio sobre o compromisso de Anwar com uma agenda de combate à corrupção. O pedido por uma comissão real de inquérito (RCI) tem sido alvo de debates entre os parceiros da coalizão.
DAP e posições no governo
Tony Pua, responsável pela disciplina no DAP, afirmou à Reuters que o partido avaliará a posição na coalizão quando as eleições se aproxima, para definir a melhor estratégia. Ele também disse que o DAP não retirará apoio ao governo neste mandato para evitar instabilidade.
O gabinete de Anwar não comentou o pedido de entrevista. O premiê tem destacado que a administração trabalha para enfrentar problemas de governança e para erradicar a corrupção, reconhecendo o desafio de erradicar a corrupção sistêmica.
Implicações políticas e próximos passos
O MACC tem sido alvo de pressões para afastar o chefe Azam Baki, após reportagens da Bloomberg sobre possível violação de regras de participação acionária por funcionários públicos. Azam e a instituição negam irregularidades. Um comitê governamental investiga as acusações, com resultados esperados nesta semana.
Alguns parlamentares do PKR indicam que podem concorrer como independentes caso a situação não amadureça rapidamente, aumentando as tensões internas. As eleições nacionais devem ocorrer até início de 2028, com possibilidade de anúncios de snap polls em julho.
Contexto e cenário eleitoral
Analistas alertam que a resposta fraca a crise pode afastar eleitores e aprofundar rixas no governo. Em meio a críticas sobre a velocidade das reformas administrativas, setores dentro do governo defendem reformas mais profundas para enfrentar corrupção sistêmica, incluindo ações mais firmes contra o MACC.
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