Trump volta a pedir perdão de Netanyahu; diz que apenas a guerra com o Irã deve ocupar o premiê
JERUSALÉM, 5 de março (Reuters) — O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu novamente ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que conceda clemência ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por acusações de corrupção, afirmando que ele não deve ter nada que o perturbe além do conflito com o Irã.
Trump, ao falar com a emissora israelense N12, chamou Netanyahu de Bibi e disse que Herzog deve conceder o perdão hoje. Segundo ele, o tema deve ficar fora da mente do premiê para a guerra contra o Irã. O gabinete de Herzog informou que o líder seguirá a lei, avaliando o caso com base no interesse do estado, sua consciência e sem pressões.
Contexto legal e resposta oficial
Segundo a lei israelense, o presidente tem poder para conceder perdão, mas não há precedentes de uma decisão em pleno andamento de um julgamento. O processo de clemência pode ser lento, dependendo das circunstâncias do caso e da avaliação institucional.
O gabinete de Herzog acrescentou que Israel está em contexto de guerra, mas que a decisão sobre o perdão será tomada conforme a lei. O comunicado também ressaltou respeito à contribuição de Trump para a segurança de Israel e lembrou que o país é soberano e regido pela lei.
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