Dias Toffoli, ministro do STF, afirmou que não teve acesso às mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do empresário Daniel Vorcaro durante sua atuação como relator do processo do Banco Master. Segundo o gabinete, o material chegou ao STF apenas após a assunção de André Mendonça à relatoria, em 12 de fevereiro.
A nota oficial aponta ainda que, até aquela data, os dados extraídos dos aparelhos apreendidos não haviam sido enviados ao STF. A última decisão de Toffoli no processo ocorreu em 12 de janeiro, quando determinou que a PF encaminhasse o material ao Supremo.
As mensagens recuperadas pela investigação desencadearam a terceira fase da operação Compliance Zero, na última quarta-feira, resultando na prisão de Vorcaro. Outras três pessoas foram presas por suspeita de integrar uma milícia privada para ameaçar desafetos do empresário.
Também foi revelado que dois servidores de carreira do Banco Central recebiam propina para atuar como consultores em processos internos ligados ao Master, ampliando o escopo da investigação sobre irregularidades associadas ao caso.
O gabinete de Toffoli informou que, durante o período em que esteve à frente da relatoria, todos os pedidos da PF e da PGR foram atendidos. Entre eles estavam pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, buscas, prisões temporárias e bloqueio de ativos.
Toffoli deixou a relatoria após a PF indicar participação societária do ministro em uma empresa com irmãos de Vorcaro, que negociou parte de um resort com fundos ligados ao Banco Master. A afastação foi tomada para evitar questionamentos de conflito de interesses.
Mesmo após a saída, o nome de Toffoli apareceu em relatório da PF encaminhado ao presidente do STF, o que levantou dúvidas sobre eventual suspeição. Contudo, a avaliação final pela corte arquivou as informações.
Entre na conversa da comunidade