O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido postura defensiva, segundo o cientista político Aldo Fornazieri, da FESPSP. Ele afirma que esse cenário pesa na relação com o eleitor e pode favorecer adversários próximos das eleições.
Fornazieri aponta que crises recentes e falhas de comunicação ampliam um ambiente político negativo para o Planalto. O pesquisador observa que, mesmo com números econômicos positivos, há perda de visibilidade dos programas governamentais.
Ele destaca manifestações bolsonaristas de 1º de março como indicativo de que a ala da direita tenta retomar as ruas, fortalecendo o movimento como ativo político. A leitura é de que a defensiva amplifica a polarização.
Segundo o analista, a sequência de crises sociais cai sobre o governo e aumenta a negatividade. Entre os episódios citados estão a crise do INSS, o caso envolvendo o apelido lulinha e a controvérsia envolvendo Daniel Vorcaro no caso Master.
Fornecendo um panorama, ele afirma que há falhas na gestão de crises: a falta de abertura de sigilo em determinados episódios teria evitado parte da tensão política. O conjunto de problemas, para ele, agrava o ambiente para o Planalto.
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