O Diretório Nacional do Psol rejeitou a proposta de integrar a Federação Brasil da Esperança, coalizão liderada pelo PT. A decisão foi anunciada após reunião realizada neste sábado, em formato virtual, com a participação de lideranças do partido.
A deliberação ocorreu ao lado da decisão de renovar a federação com o Rede Sustentabilidade por mais quatro anos. A decisão sinaliza um racha dentro da esquerda antes das eleições de 2026. Apesar da rejeição, o Psol mantém apoio à reeleição do presidente Lula e não cogita lançar candidato próprio.
Correntes defendem federação com o PT
Nomes próximos a Guilherme Boulos e à deputada Érika Hilton defenderam a união. A justificativa é fortalecer a atuação parlamentar e ampliar a presença em órgãos colegiados, com argumento de que a federação facilitaria coordenação de forças.
Bella Gonçalves, deputada estadual de Minas Gerais pelo Psol, publicou artigo defendendo a federação, afirmando que a aliança pode enfrentar o que chama de Congresso “inimigo do povo” e ampliar a atuação da esquerda.
Laura Sito, deputada estadual do PT no Rio Grande do Sul, endossou a federação como forma de defender o governo Lula contra o avanço do fascismo e reforçar a soberania nacional.
Psol que se opõe à federação
Sâmia Bonfim, deputada federal por São Paulo, integra grupo que discordou da fusão, assinalando que manter federações separadas fortalece a diversidade e a identidade do campo progressista. O texto assinado por outros seus colegas sustenta a necessidade de independência política do Psol.
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