Na tarde de domingo, 8, milhares de mulheres se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para o ato Em Defesa da Vida das Mulheres, reproduzindo o Dia Internacional da Mulher. O protesto ocorreu mesmo com forte chuva e seguiu em caminhada até a Praça Roosevelt, com faixas e sombrinhas destacando o fim da violência contra as mulheres.
A organização do ato ficou a cargo do Levante Mulheres Vivas, com participação de diversos movimentos sociais e sindicais, incluindo CUT SP, UNE, MAB, MST, MTST e outras entidades. Entre as atividades, houve intervenções como a disposição de sapatos femininos pela via, simbolizando vítimas de feminicídio, e uma instalação de bonecas em frente ao Fórum Pedro Lessa, que denuncia a violência contra crianças e casos de abusos.
Segundo a coordenadora Alice Ferreira, a ação cobra ações efetivas do poder público e a aprovação de um projeto de lei que criminalize a misoginia. Em SP, o movimento também destacou números alarmantes: 270 mulheres foram assassinadas em 2025, alta significativa em relação a 2021, segundo dados locais. O protesto mencionou ainda a defesa do fim da escala 6×1, da violência política e do controle de corpos e vozes femininas. Luana Bife, da direção da CUT SP, reforçou a importância de políticas públicas permanentes para a vida das mulheres e a redução da jornada de trabalho como medidas de proteção.
Subtítulo
Mudanças defendidas pelos participantes incluem a intensificação de políticas públicas, debates sobre direitos trabalhistas e pressões por ações concretas do Judiciário, Legislativo e Executivo no enfrentamento da violência de gênero. O ato reuniu representantes de movimentos sociais, estudantis e sindicais para cobrar medidas efetivas e orçamento adequado.
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