Colômbia entra em um ciclo eleitoral que começa bem antes da primeira volta. Neste domingo, o país vota para escolher os candidatos que disputarão a presidência, ainda que dois favoritos nas pesquisas não estejam na urna. Concomitantemente, haverá consultas internas partidárias.
Além disso, será escolhido o novo Congresso, com 103 senadores e 183 representantes renovados. A fragmentação do Parlamento pode exigir negociações voto a voto para qualquer governabilidade futura. Analistas apontam que mudanças poderão ser limitadas.
O que está em jogo
Na esquerda, Iván Cepeda lidera as sondagens, mas não participa da consulta por impedimento formal do Conselho Nacional Eleitoral. O objetivo é consolidar a candidatura ligada ao legado de Petro sem enfrentar diretamente a disputa na etapa inicial.
No campo da direita, Abelardo de la Espriella aparece com forte presença, mas não é favorito absoluto. Seu desempenho depende da consolidação entre os setores conservadores, que também acompanham a disputa interna entre outros nomes.
Roy Barreras, figura histórica da coalizão pró-Petro, viu seu espaço diminuir, e Daniel Quintero surge como opção com chances de vencer a consulta progressista. A movimentação de máquinas eleitorais promete influenciar o cenário, mesmo com a falta de consenso entre forças.
Entre os direitistas, Paloma Valencia se destaca como candidata do Uribe, buscando atrair eleitores moderados. Em jogo está a capacidade de mobilizar votos expressivos que permitam disputar o centro político, além de enfrentar a concorrência interna.
O centro político também está dividido. Sergio Fajardo aparece com volume baixo nas pesquisas e não participa das consultas, enquanto Claudia López avança sobre a popularidade de Fajardo, mirando o eleitorado de centro.
A narrativa deste domingo não indica o próximo presidente, mas aponta forças, alianças e maquinarias capazes de influenciar a corrida que se acumula até maio. O resultado pode definir o ritmo da batalha eleitoral.
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