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Esposa de Moraes detalha contrato com Banco Master e nega atuação no STF

Escritório Barci de Moraes detalha serviços ao Banco Master (fev/2024–nov/2025) e nega atuação no STF

Viviane Barci e Alexandre de Moraes – Imagem: Arquivo/TSE
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A esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, Viviane Barci, divulgou uma nota pública para esclarecer o contrato entre o seu escritório, Barci de Moraes Sociedade de Advogados, e o Banco Master. O documento detalha serviços prestados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, data em que o banco foi liquidado pelo Banco Central.

Segundo o comunicado, o escritório participou de 94 reuniões de trabalho e produziu 36 pareceres e opiniões legais durante o período. A atuação envolveu duas equipes jurídicas, com 15 advogados, e a coordenação de três escritórios especializados contratados.

A maior parte da interlocução teria ocorrido na sede do Banco Master, com 79 reuniões presenciais de cerca de três horas cada, envolvendo as áreas de Compliance e Corporativa do banco e advogados do escritório. Também houve reuniões com a presidência, presenciais no escritório e por videoconferência.

Entre os produtos entregues, o escritório aponta a elaboração de pareceres sobre áreas como previdência, trabalhista, regulação, contratos, negócios, proteção de dados e operações de crédito. Uma equipe atuou principalmente em governança e conformidade, revisando políticas internas para o programa Pro-Ética da Controladoria-Geral da União.

O comunicado reforça que o Barci de Moraes nunca conduziu qualquer processo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. O texto afirma expressamente que não houve atuação do escritório em causas no STF em defesa do banco.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após dificuldades financeiras e indícios de fraude. O processo envolveu discussões sobre a venda de carteiras para o BRB, banco estatal do Distrito Federal, que acabou não ocorrendo. Na semana anterior, Daniel Vorcaro foi preso novamente pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero.

A pressão sobre o caso aumentou após o vazamento de mensagens atribuídas a Vorcaro. O jornal O Globo divulgou relatos sobre supostos contatos entre Vorcaro e Moraes, negados pelo ministro. A reportagem ressalta que Moraes afirma não ter sido destinatário das mensagens.

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