O ministro do TSE Nunes Marques pediu vista nesta terça-feira (10) e suspendeu o julgamento que pode cassar o mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar. O processo fica paralisado até 24 de março.
Os recursos foram apresentados pela chapa do ex-deputado federal Marcelo Freixo e pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro. Ferreira votou pela cassação de Castro, seguindo o voto da ex-ministra Isabel Gallotti, mantendo a Corte a dois votos de maioria pela cassação e pela inelegibilidade por oito anos.
Depoimentos indicam ameaça de desligamento de programas e de funções de quem não aceitasse participar da campanha, apontando para um método de coação associado a contratações temporárias para promoção eleitoral, segundo leitura do ministro Ferreira.
Contexto e implicações
O caso envolve uso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Fundação Ceperj para pagamento de funcionários de projetos sociais. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) aponta movimentação de aproximadamente R$ 248 milhões.
Castro planeja renunciar ao cargo até abril para concorrer ao Senado, abrindo espaço para o prefeito Eduardo Paes (PSD) disputar a reeleição ou manter a composição. A liderança do estado tem visto a popularidade do governador crescer após a Operação Contenção.
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