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Franceses vão às urnas em eleições municipais a um ano das presidenciais

Eleições municipais a um ano das presidenciais de 2027 podem redesenhar o mapa político francês, com participação prevista entre 56% e 58,5%

Foto: Emmanuel Dunand/AFP
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Quase 49 milhões de franceses estavam aptos a votar neste domingo para escolher prefeitos e vereadores. O pleito ocorre um ano antes das presidenciais de 2027 e pode reconfigurar capitais como Paris. Os resultados seriam divulgados a partir das 19h, com o segundo turno previsto para 22 de março.

As eleições costumam privilegiar questões locais, mas o resultado pode indicar força dos partidos antes do ciclo presidencial. A extrema-direita aparece como bloco influente nas pesquisas, seja com Marine Le Pen ou com Jordan Bardella, enquanto Macron não pode concorrer.

Quase metade dos eleitores já votou até as 16h, índice superior ao registrado em 2020. O Ministério do Interior informou que a participação tende a ficar entre 56% e 58,5%, com fatores como a guerra no Oriente Médio influenciando o ritmo da campanha.

Em Paris, a esquerda busca manter a administração de 2001. O deputado Emmanuel Grégoire aparece como favorito para suceder Anne Hidalgo, que não disputou a reeleição, enfrentando Rachida Dati, representante da direita, em uma disputa acirrada.

Perspectivas nas grandes cidades

A eleição em Paris deve depender de alianças estratégicas entre ecologistas, socialistas e comunistas para evitar a vantagem de candidaturas de direita. O ecologismo mantém força em Lyon e Estrasburgo, cidades que já haviam passado por gestões verdes.

A possível vitória da direita em cidades como Marselha, Toulon e Nice representa avanço da oposição nacional, com impactos para o cenário político de 2027 e para a composição de futuras alianças parlamentares.

Analistas destacam que os desfechos municipais podem antecipar o que veremos no próximo ciclo eleitoral, com negociações entre primeiro e segundo turnos moldando o mapa político. O tema de segurança e ordem pública figura entre os favoritos dos opositores.

Entre os candidatos, a polarização entre direita e esquerda marca as disputas locais. Em Le Havre, a liderança pode refletir o peso de candidaturas que disputam mandato estratégico para o conjunto da região.

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