O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra a fase final de seu terceiro mandato com aprovação abaixo do que registrou em ciclos anteriores. Atualmente, 40% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 33% consideram ótimo ou bom. O levantamento é do Ipsos-Ipec e foi divulgado na terça-feira, 10 de março.
Um estudo do Estadão, com base em pesquisas de março desde 2002, aponta um padrão: presidentes com aprovação semelhante ou menor ao longo dessa fase histórica não obtiveram vitória eleitoral nem conseguiram lançar aliados. A comparação envolve diferentes mandatos e contextos.
Historicamente, Lula já teve níveis de aprovação mais altos nesse estágio. Em 2006, 38% avaliavam positivamente; em 2010, chegou a 75% e apoiou Dilma Rousseff. Existem também exemplos de queda acentuada: 2018, Michel Temer com 5% e Meirelles sem chance; 2022, Bolsonaro com cerca de 19% e derrota.
Reações políticas
Oposição aponta fatores que agravariam o desgaste. O senador Rogério Marinho (PL-RN) citou desgaste da gestão e percepção de alta carga tributária. Ele disse que o povo sente que o governo já deu o que podia.
O deputado Zucco (PL-RS), líder do PL na Câmara, mencionou investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente, como a CPMI do INSS, e citou questões ligadas ao Banco Master. Disse ainda que Lula tem prazo de validade.
Do lado governista, aliados enxergam possibilidade de recuperação. O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que a decisão de voto costuma considerar fatores amplos e que a população já percebe uma mudança para melhor.
Entre na conversa da comunidade