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Comissão do STF propõe usar IR como parâmetro para conter penduricalhos

Comissão do STF propõe usar o Imposto de Renda como referência para distinguir indenizações do teto, visando conter penduricalhos e o impacto fiscal

Estátua da Justiça em frente à sede do STF, em Brasília
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Uma comissão criada pelo STF sugeriu usar as regras do Imposto de Renda como parâmetro para definir quais verbas podem ser classificadas como indenizatórias, visando conter os penduricalhos. A ideia faz parte do debate sobre pagamentos acima do teto constitucional.

A proposta busca separar remuneração sujeita ao teto de indenizações legítimas, reduzindo distorções no uso de verbas. O grupo reúne representantes dos três Poderes e apresentará o parecer ao plenário da Corte.

A avaliação aponta que a ausência de critérios claros permitiu uso indevido de verbas indenizatórias para complementar salários acima do limite. Dados do estudo apontam valores acima do teto que chegam a bilhões por ano.

Na magistratura, os pagamentos excedentes são estimados em cerca de R$ 9,8 bilhões anuais; no Ministério Público, aproximadamente R$ 7,2 bilhões. O relatório destaca impacto relevante sobre o orçamento público.

A tramitação ocorre no contexto de decisões liminares de ministros que suspenderam pagamentos irregulares. A comissão enfatiza que o Congresso deve tratar o tema por meio de lei.

O relatório afirma que cabe ao Congresso estabelecer uma solução definitiva, regulamentando de forma uniforme as verbas indenizatórias e os limites remuneratórios no serviço público.

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