O governador Ratinho Junior adiou a candidatura ao Planalto após sinalizações de fragilidade política no Paraná. A decisão ocorreu após Flávio Bolsonaro anunciar apoio a Sergio Moro para o governo do Paraná, o que mudou o cenário local.
Flávio Bolsonaro declarou apoio ao ex-juiz da Lava Jato, enquanto Moro lidera as pesquisas no estado. Com isso, Ratinho Junior passou a enxergar maior benefício em permanecer no Palácio Iguaçu, preservando sua base de poder.
A operação política teve desdobramentos no PSD e aliados. Kassab foi informado da decisão na segunda-feira, após o movimento de apoio a Moro. O partido perdeu força para manter a transferência de influencia para o governo estadual.
O cenário também ficou desfavorável para indicar um nome competitivo ao Senado. Com a ida de Rafael Greca ao MDB, as opções no PSD se estreitaram para nomes como Alexandre Curi, Eduardo Pimentel e Guto Silva.
Caso deixasse o cargo para disputar o Planalto e fosse derrotado, Ratinho Junior poderia perder espaço no estado e não eleger senadores, fortalecendo o campo adversário a partir de 2027.
Horas antes do anúncio, Ratinho Junior almoçou com cerca de 40 deputados; o tom foi de despedida, sinalizando a decisão de permanecer no cargo até o fim do mandato. As informações apontam para uma estratégia de consolidar alianças.
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