O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 23 de março de 2026. Com a ausência de vice, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, assumiu o comando do estado de forma interina.
A saída de Castro coincide com a retomada de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre possível abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A sessão, marcada para esta terça-feira, 24 de março, analisa recursos contra a absolvição do ex-governador, que enfrenta decisão já consolidada contra ele.
O Rio de Janeiro não tem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado. Com o vice afastado, a legislação prevê que o presidente da Alerj substitua o chefe do Executivo. Como o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está afastado, a responsabilidade recai sobre o presidente do TJRJ para assumir temporariamente o Palácio Guanabara e convocar uma eleição indireta para eleger um governador que complete o mandato.
Contexto institucional
Nesse cenário, cabe ao desembargador Ricardo Couto convocar uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O pleito definirá um governador que exercerá o mandato até o fim do período, conforme o calendário eleitoral vigente.
Desdobramentos esperados
A eleição indireta na Alerj deve ocorrer dentro do marco legal aplicável aos estados sem vice, com regras específicas para a escolha do novo chefe do Executivo até o encerramento do mandato. A tramitação depende de decisões administrativas e da própria pauta legislativa da Casa.
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