Representantes da categoria de caminhoneiros decidiram não realizar greve nacional após reunião nesta quarta-feira no Planalto com o ministro Guilherme Boulos. A decisão ocorreu após o governo atender à principal demanda: o piso mínimo do frete terá garantia por meio de uma medida provisória, com novas regras de fiscalização.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, Luciano Santos, afirmou que o diálogo com o governo torna inviável uma paralisação neste momento. Segundo ele, a greve ocorre quando há perda de pauta, não quando há avanço das conquistas.
O Ministério da Secretaria-Geral da Presidência destacou que o acordo inclui instrumentos para monitorar o cumprimento da tabela de frete e punir empresas que desrespeitarem o piso. A MP também amplia mecanismos de fiscalização.
Mobilização no Congresso
Apesar da decisão de não parar, os caminhoneiros informaram que manterão a mobilização junto aos parlamentares para assegurar a manutenção da MP sem alterações que prejudiquem as conquistas, especialmente frente à pressão de embarcadores.
Guilherme Boulos avaliou que a resposta das lideranças demonstra responsabilidade. O ministro disse que a atuação rápida do governo tornou despropositada uma greve diante das pautas atendidas.
Entre as medidas anunciadas, a MP prevê punições mais severas para o descumprimento da tabela, com suspensão cautelar e possibilidade de cancelamento do RNTRC. A fiscalização eletrônica passará a cobrir 100% dos fretes.
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