O presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizou com champagne o F-39E Gripen, primeiro caça supersônico produzido no Brasil. A cerimônia aconteceu nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, no Aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), durante a apresentação da aeronave.
Participaram do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Defesa José Múcio, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, e o CEO da Saab, Micael Johansson. Também esteve presente uma delegação de autoridades e empresários.
O Gripen E tem 15,2 metros de comprimento, envergadura de 8,6 metros e peso máximo de decolagem de 16,5 toneladas. Possui 10 pontos de fixação para cargas externas e velocidade máxima de Mach 2,2 a 2,5 mil km/h. O ato simboliza a inserção brasileira na produção de caças de alta complexidade.
Programa Gripen brasileiro
O programa resulta de acordo firmado em 2014 entre o governo brasileiro e a Saab, com estimativa de US$ 4 bilhões financiados em 25 anos. O contrato prevê a aquisição de 36 aeronaves e transferência de tecnologia para a FAB e a Embraer.
A iniciativa treinou mais de 350 profissionais brasileiros, entre técnicos, engenheiros e pilotos, visando autonomia para desenvolver, produzir e manter caças supersônicos por 30 a 40 anos. Em 2018, a Saab inaugurou a primeira fábrica de aeroestruturas fora da Suécia, em São Bernardo do Campo.
Em 9 de maio de 2023 foi inaugurada a linha de produção do Gripen no Brasil, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto. A previsão é produzir 15 aeronaves no total naquela unidade.
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