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Desembargador comenta pensão à vítima: Ninguém quer trabalhar

TJBA aumenta pensão para três salários mínimos, divergindo do relator sobre prazo e destacando a vulnerabilidade da vítima de violência doméstica

Durante o julgamento, o relator votou pela fixação de uma pensão provisória de um salário mínimo, pelo período de 12 meses
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O 3º da Câmara Cível do TJBA julgou nesta terça-feira (24) um pedido de pensão alimentícia feito por uma mulher vítima de violência doméstica. O objetivo era analisar o aumento do benefício para três salários mínimos em favor da requerente. A sessão repercutiu nas redes sociais devido às falas dos desembargadores sobre o tema.

O relator votou pela concessão de uma pensão provisória de um salário mínimo por 12 meses. No entanto, houve divergência entre os magistrados quanto ao valor e ao tempo de duração do benefício, com diferentes leituras sobre o que seria adequado diante do contexto da vítima.

A vítima, que foi impedida de trabalhar pelo ex-companheiro, vive hoje na casa de amigos, dependendo de apoio externo para se manter. Ao longo da sessão, uma magistrada argumentou que o valor inicial seria insuficiente e que não deveria haver prazo fixo, sugerindo igualdade de tratamento entre a vítima e o filho, que recebe três salários mínimos.

Controvérsias e desdobramentos

Durante o debate, outro desembargador sinalizou preocupação com a possível ociosidade da mulher caso o benefício fosse ampliado, sugerindo que a ajuda financeira poderia desencorajar trabalho. Ainda assim, outros membros defenderam a proteção psicológica e social da vítima diante da violência vivida.

Ao final, a Justiça, por maioria, elevou o benefício para três salários mínimos, sem prazo determinado. A decisão ocorreu com base na resolução 492/2023 do CNJ, que estabelece protocolo para julgamentos com perspectiva de gênero e visa reconhecer a hipervulnerabilidade da vítima.

Ponto de contato com o tribunal

A CNN Brasil procurou o TJBA para posicionamento, mas o tribunal não se manifestou até o momento. A reportagem também tentou contato com os desembargadores envolvidos, e o espaço permanece aberto para manifestações oficiais.

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