O ministro Gilmar Mendes, do STF, classificou como vexame o vazamento de dados e conversas íntimas envolvendo a CPMI do INSS. O comentário ocorreu durante a sessão plenária desta quinta-feira, 26, no Supremo, em meio ao debate sobre a prorrogação da comissão de inquérito. Mendes pediu ainda desculpas aos envolvidos no episódio.
O magistrado afirmou que houve falta total de escrúpulos ao divulgar informações, com suposta impunidade. Citou ainda episódios de pessoas consideradas mais velhas entrando na sala-cofre para contar dados que não guardariam relação com a investigação. O tom foi de indignação e preocupação com a imagem das instituições.
A manifestação ocorreu no plenário do STF, no contexto do julgamento sobre a decisão do ministro André Mendonça. O relator votou primeiro, sinalizando apoio à prorrogação da CPMI do INSS por 60 dias, em referência a manter o colegiado ativo para apuração.
Mendonça e a prorrogação da CPMI do INSS
Mendes ressaltou que a imprensa e parte do plenário devem se ater aos normas de apuração, sem desrespeitos ou descrédito institucional. A defesa do governo e a oposição ainda não tiveram desfecho definitivo sobre a prorrogação, que depende do voto dos demais ministros.
Em atualização, a sessão seguia com os demais ministros avaliando a tramitação da CPMI, enquanto a pauta sobre a prorrogação permaneceu sob análise, sem confirmação final até o fechamento deste texto.
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