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Governo britânico estuda cobrar visitantes internacionais de museus

Governo britânico apoia visão de Margaret Hodge e estuda cobrança de ingressos a visitantes internacionais em museus nacionais, com implementação gradual

Official portrait of Margaret Hodge, courtesy of UK Parliament
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O governo do Reino Unido respondeu à revisão de Arts Council England (ACE) liderada pela parlamentar trabalhista Margaret Hodge, anunciando apoio à visão de reforma e às propostas para o financiamento público de artes. Entre elas, a ideia de cobrar entrada de visitantes internacionais em museus nacionais. A resposta destaca a necessidade de implementação gradual e escolhas difíceis sobre financiamento, tempo e prioridades.

A revisão, solicitada pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) e publicada em dezembro passado, defende reformas para fortalecer o papel da ACE no setor cultural. A resposta governamental afirma concordância com manter a independência de decisões de financiamento e com a proteção ao princípio de administração autônoma.

Reforma e propostas

O governo sustenta que cobrar visitantes internacionais pode preencher lacunas de financiamento no setor. A expectativa é discutir opções com o circuito museológico para avaliar a viabilidade prática dessa cobrança. A ideia gerou críticas de especialistas em política cultural, que a tratam como potencial entrave a visitantes.

Reações e críticas

Líderes culturais questionam o impacto ético de cobrar estrangeiros, afirmando que isso pode prejudicar a imagem internacional do país. Gestores de museus ressaltam a necessidade de manter o acesso ao patrimônio sem barreiras, mesmo diante de pressões por novas fontes de receita.

Financiamento e implementação

Hodge recomenda também a criação de uma taxa de turismo e de novos modelos de financiamento, incluindo doações incentivadas por impostos. O DCMS planeja apresentar uma rota de implementação, com estudos de viabilidade e consulta pública, para avaliar impactos e cronogramas.

Padrões de gestão e políticas públicas

O DCMS apoia mudanças na gestão de ACE, incluindo menos burocracia para organizações financiadas e a ampliação de ciclos de financiamento de até cinco anos. Também há proposta de fortalecer a estratégia de longo prazo do setor, em parceria com autoridades municipais e museus patrocinados pelo governo.

Apoio a profissionais de artes

A revisão recomenda apoiar profissionais emergentes e de meia carreira, com um programa nacional específico e apoio financeiro anual. O governo promete estudar vias para apoiar artistas individuais e abrir um fundo para criativos do futuro.

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