A indicação de Jorge Messias ao STF enfrenta impasse no Senado. O Planalto ainda não enviou formalmente a mensagem, alegando falta de votos garantidos. A depender do governo, a articulação passa pelo senador Davi Alcolumbre, visto como peça-chave.
Apesar do anúncio feito há mais de três meses, o convite não foi oficializado, o que marca a maior travessia de indicação no mandato de Lula. A votação no plenário exige 41 votos favoráveis para aprovação.
No Senado, Messias soma 25 apoios declarados e ainda enfrenta indecisões. Na Comissão de Constituição e Justiça, há 10 votos favoráveis de 14, enquanto parlamentares seguem em dúvida ou contra a nomeação.
Contexto político
Davi Alcolumbre, presidente da CCJ, controla pauta e ritmo das sabatinas. O desgaste com o governo é evidente, pois ele chegou a sinalizar preferência pela indicação de Rodrigo Pacheco. Sem maioria estável, o governo fica dependente da boa vontade do presidente da comissão.
As eleições municipais de outubro influenciam o processo. A oposição e parte da base evitam votações polêmicas em ano de pleitos, ampliando o recuo de apoio. O funcionamento híbrido do Senado também dificulta articulação direta entre os parlamentares.
O caso da recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República aponta para o cenário atual. Em 2023, Gonet teve 65 votos; em 2025, houve 45 votos. A tendência sugere maior resistência a indicações do Executivo, exigindo negociação individual de apoios.
Conteúdo apurado pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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