O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou inelegível até 2030 o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A decisão, anunciada na última terça-feira, afeta a possível candidatura dele ao Senado pelo PL. A medida pode alterar o cenário eleitoral da direita na disputa pelas duas vagas fluminenses.
Com Castro fora, o PL passa a abrir espaço para outras opções. O partido já indicou que só lançará o candidato se houver reversão da decisão no TSE, ou no STF, por meio de embargos de declaração. Enquanto isso, adversários não oficializaram apoio explícito ao impeachment de ministros do STF.
Inelegibilidade e impactos
A estratégia do PL inclui ampliar a presença no Senado para fiscalizar o STF e, se necessário, abrir procedimentos de impeachment de ministros. A expectativa é de que a bancada tenha força para frear decisões consideradas abusivas pelo partido.
Sem Castro na chapa, dois cenários ganham peso: Marcelo Crivella (Republicanos) e Felipe Curi, delegado ligado à operação que resultou em mortes no Complexo do Alemão, podem liderar a corrida. Ambos ainda não firmaram posição definitiva sobre o tema dos ministros do STF.
Cenários de pesquisa
Na pesquisa do Real Time Big Data divulgada recentemente, Castro aparecia entre 11% e 36% das intenções, variando conforme o cenário. Canella, de Belford Roxo, marcava entre 5% e 9%, enquanto Crivella registrou 15% em todos os cenários testados. Benedita da Silva também figura entre os nomes avaliados.
Para o PL, a ausência de Castro eleva a importância de Curi no processo de montagem da chapa e na estratégia de oposição ao STF. O delegado ainda não tem filiação definida e, até o momento, não foi testado em pesquisas para o Senado.
Situação atual no Rio
Na atual legislatura, o Rio tem três representantes no Senado do PL: Bruno Bonetti (suplente de Romário), Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho. A próxima eleição, em outubro, definirá duas vagas, com sua ocupação já prevista para ser disputada com candidatos de outras legendas.
O cenário político no estado envolve pactos entre partidos da base de Bolsonaro, o que pode influenciar a composição da seguinte legislatura. O debate público permanece centrado na relação entre o poder Legislativo e o STF.
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