O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a eleição que havia definido Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj. A decisão foi tomada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que atuava como presidente em exercício do TJ. A magistrada contestou a deflagração do processo eleitoral sem a retotalização dos votos pelo TRE, conforme orientação do TSE.
Segundo a decisão, a retotalização é necessária para definir a composição oficial do colégio eleitoral da Alerj e assegurar a legitimidade do sufrágio interno. A magistrada afirmou que houve vacância da presidência, mas não a perda do mandato, o que exigiria a retotalização para evitar alterações na composição do Parlamento.
A retotalização envolve recount dos votos da Eleição de 2022 para deputado estadual, desconsiderando os votos de Rodrigo Bacellar, cuja cassação impacta a estrutura da casa. O TRE agendou a cerimônia de retotalização para a próxima terça (31).
Desdobramentos institucionais
Desde 2025, o Rio não tinha vice-governador após a renúncia de Thiago Pampolha, que assumiu vaga no TCE. Com a cassação de Bacellar e a interinidade de Guilherme Delaroli, a linha de sucessão ficou em aberto. Delaroli não ocupava vaga na linha sucessória devido à interinidade.
Em 3 de dezembro de 2025, Bacellar foi preso na operação da PF que investiga vínculos com o CV. A ordem do STF afastou o deputado da presidência, e ele foi posteriormente licenciado. A Alerj passou a ter gestão interina sob Guilherme Delaroli, sem direito a assento na linha sucessória.
A Justiça Eleitoral, ao confirmar o afastamento de Castro, cassou a elegibilidade dele até 2030 e determinou eleições indiretas para o governo do estado. A Alerj permanece com o comando interino do TJ, por meio do presidente Ricardo Couto de Castro.
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