O ministro Guilherme Boulos anunciou, pelas redes sociais, que permanece no PSOL para as eleições de 2026. A decisão veio após rumores de filiação ao PT, partido do presidente Lula, e foi comunicada pelo Movimento por uma Revolução Solidária, grupo aliado a Boulos. A demonstração ocorreu nesta quinta-feira, 27 de março de 2026.
A nota do movimento afirma que o PSOL tem papel relevante na esquerda brasileira e que abandonar o partido tornaria difícil superar a cláusula de barreira. A Revolução Solidária reúne congressistas com votação expressiva, o que, na visão do grupo, seria crucial para o desempenho eleitoral da legenda.
Contexto político
O PSOL havia rejeitado, por ampla maioria, a federação com o PT para 2026. Boulos defendia a união, argumentando que seria o melhor instrumento diante do cenário internacional e da atuação da esquerda. A posição contrária dentro do partido levou a articulações para filiação de Boulos ao PT.
Boulos, ex-coordenador do MTST, assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025. A nomeação buscou aproximar o presidente Lula de trabalhadores informais e de evangélicos das periferias. O ministro tem atuado em pautas como a regulamentação de apps de trabalho e o atendimento a caminhoneiros para evitar greve.
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