O debate sobre a eleição de 2026 aponta para um padrão já observado em pleitos anteriores: o candidato menos rejeitado pelo eleitorado tende a definir o resultado. O levantamento mais recente do Paraná Pesquisas aponta 47% de rejeição a Lula (PT) e 44,1% a Flávio Bolsonaro (PL).
A diferença entre as rejeições é de apenas 2,9 pontos percentuais. Além disso, 21% dos eleitores podem mudar de voto para Lula e 24% para Flávio Bolsonaro, indicando equilíbrio entre as forças em disputa.
A analista Isabel Mega afirmou, em Bastidores CNN, que o cenário não é novo. Ela destacou que a eleição de 2022 foi fortemente influenciada pelo antibolsonarismo, mais do que pela aprovação do projeto político vencedor.
Cenário de rejeição
Segundo Mega, o eleitorado brasileiro tende a escolher quem apresentar menor rejeição, sobretudo entre grupos que demonstram resistência. A leitura é de que o menos rejeitado vence ou quase vence, em várias disputas.
Analistas internos já identificaram que Lula vem perdendo apoio entre idosos e jovens de 16 a 25 anos, o que impacta a composição da base de apoiadores. A avaliação é de que entender as motivações é crucial para reconquistar votos.
Estratégias para reduzir a rejeição
Especialistas sugerem campanhas com ações direcionadas para públicos com maior resistência. Em análise interna, há foco em entender o que leva à rejeição e como converter esse eleitor em ao menos não votar no opositor.
O uso da máquina pública para políticas voltadas a esses grupos é citado como possível fator decisivo. Medidas que beneficiem segmentos críticos podem influenciar a percepção de apoio e reduzir índices de rejeição.
Outra frente é mobilizar eleitores de faixa etária sem voto obrigatório, como maiores de 60 anos, com ações específicas para estimular a participação nas urnas nesses públicos.
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