O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a soltura do delegado Fábio Baena nesta terça-feira (31). A decisão ocorreu no âmbito de habeas corpus solicitado pela defesa.
Baena estava preso preventivamente desde 2024, ano em que o delegado foi citado na delação de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach. O empresário ligado ao PCC morreu em uma execução filmada no aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024.
A defesa de Baena negou as acusações, chamando o delator de mentiroso. O STF concedeu a soltura mediante fiança de R$ 100 mil e medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica.
A delação aponta infiltração do PCC em polícias de São Paulo e envolve agentes correlatos ao grupo criminoso. Até então, não há um conjunto probatório robusto conforme avaliação do ministro.
Segundo o relato de Gritzbach, policiais teriam cobrado propina de cerca de R$ 30 milhões para evitar ações contra ele e outros alvos ligados à facção. Gritzbach era investigado pelo DHPP por supostos mandantes de homicídios em 2021.
A decisão do STF também considerou que o período de instrução processual já havia se encerrado e Baena é réu primário. Diversos elementos da investigação ainda dependem de coleta de provas.
Operação Tacitus, desencadeada em dezembro de 2025, envolveu a Corregedoria da Polícia Civil, o Ministério Público e a Polícia Federal. O objetivo foi apurar vazamento de informações, vantagens indevidas e lavagem de dinheiro ligados ao PCC.
A PF indiciou 14 pessoas por participação nos fatos. Gritzbach foi morto a tiros na linha de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, em frente ao saguão de desembarque nacional.
Ao todo, onze policiais que faziam a escolta de Gritzbach foram investigados. Três deles aguardam julgamento pela participação no crime, cuja audiência está prevista para junho.
Entre na conversa da comunidade