Perto do fim da janela partidária, ao menos quatro ministros do governo Lula ainda não definiram se deixam ou permanecem na Esplanada até o fim da gestão. A indefinição envolve nomes ligados a áreas sensíveis, como Previdência e energia.
Wolney Queiroz (Previdência) tem sido visto como improvável de disputar cargo em Pernambuco, o que pode influenciar sua continuidade no governo. Ele mantém posição de permanecer, diante da relação entre desvios de aposentados e cenário político local.
Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) também não confirmou se tentará algum cargo em outubro. A decisão, segundo interlocutores, pode depender de sinalizações do presidente Lula.
Alexandre Silveira (Minas e Energia) cogitou a possibilidade de concorrer ao Senado por Pernambuco, com as costuras eleitorais do estado favorecendo a continuidade dele na gestão, especialmente por temas ligados a combustíveis.
Márcio França (Empreendedorismo) é cotado ao Senado por São Paulo e também pode ser apontado para substituir Geraldo Alckmin na pasta. A área de combustíveis continua em debate no governo.
A formalização das decisões deve ocorrer até 4 de abril, para atender ao prazo de descompatibilização. Lula reuniu os ministros na manhã desta terça-feira, 31 de março, no Palácio do Planalto, e fixou o prazo para envio das respostas até 2 de abril, à noite.
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