O chá de cadeira do advogado-geral da União, Jorge Messias, pode se tornar o mais longo da história do Senado, caso a sabatina e a votação no plenário demorem a definir a condução dele ao STF. A indicação foi anunciada pelo Planalto em novembro de 2025, para substituir Luís Roberto Barroso.
Até o momento, passaram 132 dias desde o anúncio. O recorde atual é de André Mendonça, cuja sabatina ocorreu 142 dias após o anúncio, em 2021. A diferença de tempo é relevante para medir a duração do processo.
Escolha do Planalto x atraso na sabatina
O atraso de Mendonça decorreu de decisão da presidência do Senado, que manteve a sabatina demorada. No caso de Messias, o atraso foi causado pelo próprio governo, que só encaminhou a confirmação ao Congresso no último dia de março. A estratégia visou evitar um aval político difícil e ganhar espaço para negociações.
A avaliação do Planalto é de que a resistência ao nome diminuiu durante a espera. Lula manteve conversas com o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, e o AGU pretende manter diálogo com senadores para angariar apoio. A definição de data depende de acertos entre Alcolumbre e Otto Alencar, atual presidente da CCJ.
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