A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, se despediu nesta quarta-feira (1) do cargo. Ela deixa o MMA, cuja chefia passa a João Paulo Capobianco, até então secretário-executivo, enquanto Marina se prepara para disputar uma vaga no Senado por São Paulo. O pedido de afastamento ocorreu no contexto de uma debandada de integrantes do primeiro escalão para participar das eleições.
A decisão foi tomada após o anúncio de que a cúpula climática COP, organizada pela ONU, seria sediada no Brasil, o que ampliou a participação internacional no país. Marina afirmou que aceitou o convite de Lula para chefiar o MMA em 2023 com a ideia de ficar dois anos, transferindo a função ao secretário-executivo. A escolha foi mantida diante do evento climático global.
Durante a cerimônia de despedida, a ministra agradeceu aos servidores, secretários e colegas de gestão. Disse ter criado, em 2008, um broche do MMA feito de jarina para entregar ao sucessor, lembrança que Capobianco deve receber. Entre lágrimas, ressaltou o empenho da equipe diante do desafio da COP.
Eleições 2026
Marina deixa o ministério com a expectativa de disputar o Senado por São Paulo, ainda sem confirmação definitiva. Ela mencionou que pode ser uma das poucas candidatas a não ter definido o destino eleitoral naquele momento. Referiu-se a Simone Tebet, Fernando Haddad e à possibilidade de uma nova composição da base aliada.
Pelo cenário envolvendo o PT em São Paulo, já aparecem Haddad para o governo do Estado e Tebet para o Senado; ambos também integrariam o espectro da aliança. A atuação de Marina no pleito acompanha a movimentação de diversas legendas na polarização estadual.
Mudança de partido
Marina chegou a cogitar migração para o PSB para concorrer ao Senado, segundo reportagens de veículos nacionais. Em declaração recente, informou que trabalha para restabelecer o estatuto da Rede Sustentabilidade, alegando alterações identificadas como pouco democráticas. Ela reiterou filiação à Rede e à federação Rede-Psol.
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