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Disputa pela vice de Flávio Bolsonaro divide entre Tereza Cristina e Zema

Disputa interna pela vice de Flávio Bolsonaro acirra a diferença entre Centrão e ala ideológica; Zema é visto como opção fiel ao projeto, enquanto Tereza Cristina agrada ao mercado

Tereza Cristina, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado; Daniel Cole/Reuters; Gabriel Silva/Raspress/Estadão Conteúdo
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A disputa pela vice na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) revela uma divisão interna na direita. Aliados próximos do senador resistem à indicação da senadora Tereza Cristina (PP), apoiada pelo Centrão, que já foi indicada várias vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O conflito destaca alinhamentos distintos dentro da base.

O núcleo mais ideológico da dupla Flávio/PL defende um vice leal ao projeto de campanha, sem acoplar-se a blocos políticos fortes. Em paralelo, há a avaliação de que a vice seja uma moeda de troca com impacto estratégico, como tempo de TV e recursos do fundo eleitoral.

Quem está envolvido

Romeu Zema (Novo) aparece como alternativa ao Centrão, após deixar o governo de Minas. O ex-governador é visto pelos integrantes do grupo mais fiel a Flávio como uma opção menos associada a blocos tradicionais. Zema é pré-candidato à presidência e buscaria fortalecer o núcleo de apoio ao bolsonarismo sem depender de alianças amplas.

Tereza Cristina é vista como nome com apoio empresarial e mercado, apesar da resistência entre o grupo mais radical. A participação da ex-ministra em uma comitiva que tratou de tarifas nos Estados Unidos gerou atrito com Eduardo Bolsonaro, que atua contrariamente ao nome.

Quando e onde ocorreu o embate

O embate se desenrola nos bastidores da pré-campanha, em meio a conversas internas e alinhamentos estratégicos. O foco é definir a pessoa que melhor equilibre fidelidade ao projeto e capacidade de agregar votos relevantes.

Por quê importa

A escolha de vice é considerada crucial para a governabilidade da chapa. Zema traria peso do segundo maior estado, Minas Gerais, enquanto Tereza Cristina agregaria apoio do Centrão e de setores do mercado. A decisão deve consolidar ou desafiar as relações dentro da base aliada.

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