Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram os cargos para disputar as eleições deste ano. O prazo de desincompatibilização venceu no sábado (4), seis meses antes do primeiro turno, para evitar uso da máquina pública.
Entre os governadores, dois são pré-candidatos à Presidência: Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás. A maior parte busca vagas no Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa.
Com as renúncias, vice-governadores assumem os cargos e podem disputar a reeleição em muitos casos. No Rio de Janeiro, não houve vice na época da renúncia de Cláudio Castro, o que gerou a possibilidade de mandato-tampão. A definição sobre se será voto direto ou indireto ficará a cargo do STF.
No Amazonas, outro caso típico ocorre: governador e vice renunciaram para disputar outro cargo. A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer, mas a candidatura depende de convenções partidárias e do registro no TSE, que ocorre apenas em agosto.
Governadores que desejam a reeleição podem permanecer no cargo até a oficialização, regra que também vale para o presidente da República. Acompanhe abaixo a lista dos executivos que deixaram os cargos.
Governadores que deixaram o cargo
Dos governadores, o destaque é para aqueles que abdicarão para concorrer a novos cargos. A desincompatibilização se aplica aos que pretendem disputar, com exceção dos que buscam a reeleição.
Prefeitos que deixaram o cargo
Entre os prefeitos, a maior parte mira o governo estadual. Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, busca o governo estadual; João Campos, de Pernambuco, também concorre ao Palácio do Governo.
A confirmação oficial sobre as substituições ocorrerá após as convenções partidárias e o registro no TSE. As renúncias, portanto, não garantem automaticamente a candidatura, mas pavimentam o caminho institucional para a disputa.
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