Edinho Silva, presidente do PT e ex-ministro, afirmou em jantar-debate promovido pelo Grupo Esfera, em São Paulo, que a discussão sobre a jornada 6 por 1 deve ser técnica e livre de viés ideológico. Ele relacionou o tema à crise econômica estrutural mundial.
Para ele, a pauta não se restringe ao Brasil, mas se conecta a contextos globais de oferta e demanda. O debate, segundo o ex-ministro, envolve entender como produzir mais com menos mão de obra, ampliando o consumo.
O tema ainda depende de regulamentação. Hoje, o comércio é o setor onde a escala predomina, com algumas categorias já apresentando acordos coletivos para reduzir a jornada.
Fatores estruturais e regulamentação
Edinho destacou a necessidade de considerar a mobilidade urbana, citando que cerca de 22 milhões de brasileiros não têm acesso adequado ao transporte público. Esse fator, segundo ele, pode influenciar o acesso ao trabalho.
Ele também mencionou o impacto da transformação tecnológica. Segundo o ex-ministro, ainda não se vislumbra o tamanho total das mudanças que a inteligência artificial pode trazer ao mercado de trabalho.
Mobilidade e tecnologia
A discussão, promovida pelo Grupo Esfera, ocorreu na quinta-feira em São Paulo. Edinho afirmou que a análise da 6 x 1 precisa levar em conta condições de pagamento para mobilidade e acessibilidade.
A fala dele reforça a ideia de que alterações na jornada de trabalho devem vir acompanhadas de estratégias para sustentar o emprego e o consumo, sem favorecer posições políticas específicas.
Entre na conversa da comunidade